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Arquivo da Categoria de olho no jargão

22/12/2008 - 19:46

[Traduzindo o jargão] Zarro Boogs

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Mozilla FoundationZarro Boogs – Todo aplicativo ou projeto tem erros. Você é que ainda não os descobriu. Essa é a filosofia por trás da expressão “zarro boogs”, uma versão irônica de “zero bugs”, com direito a erro de digitação. Ela nasceu no final dos anos 90 nos corredores da , quando seus engenheiros estavam na correria para lançar o substituto do Netscape. Este viria a ser o Mozilla e, mais tarde, o Firefox.

Os programadores usavam um aplicativo detector de erros chamado . E, depois de alguns ciclos de trabalho, o ideal seria que ele encontrasse “zero bugs” (nenhum erro). Mas, com o tempo, os desenvolvedores perceberam que não existia uma situação de acerto total. O Bugzilla é que tinha bugs. Ou melhor, ainda não conhecia todos os erros que, em algum ponto, estavam escondidos. Assim, tanto o Mozilla, quanto o Bugzilla e seus criadores, iam se desenvolvendo e descobrindo suas limitações. O processo não tinha fim.

Por isso, “zarro boogs” brinca com o fato de que, mesmo que não percebamos, sempre há um bug prestes a se manifestar. Aí está uma expressão que vai além das limitações do otimismo e pessimismo. Mundo perfeito? Horror completo? Não. “Zarro boogs”.

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13/11/2008 - 09:54

Não se repita [De olho no jargão]

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DRY (Don’t Repeat Yourself) – Você corre para o supermercado. Tem apenas meia hora para fazer suas compras. Mas, ao sair apressado, esqueceu de verificar a despensa. Portanto, não sabe exatamente o que comprar, apenas tem uma vaga lembrança de que falta café em casa. Ao passar pela prateleira, compra um pacote.

Humanos adoram repetições.Do outro lado da cidade, sua mulher faz a mesmíssima coisa. À noite os dois percebem que gastaram dinheiro à toa. E que, afinal, o que faltava era óleo de soja. 10 dias depois, os dois fazem tudo de novo, porque já esqueceram a situação. Agora precisam lidar com dois novos fenômenos: prejuízo e falta espaço para guardar o macarrão.

Esse é um caso clássico de repetição, causado por comunicação ineficiente e falta de controle de processos. Se atrapalha no ambiente doméstico, imagine num aplicativo contendo milhares de linhas de código. Por conta desse tipo de problema, os programadores de criaram uma expressão, que usam como um mantra: “não se repita” – ou simplesmente DRY.

É claro que você pode criar procedimentos técnicos para resolver o assunto. Mas, para ser implementado, todo método demanda atenção e, principalmente, engajamento. Por isso, é importante usar expressões como DRY para criar consciência sobre um problema a ser atacado.

Mas tudo isso só funciona se você repeti-las constantemente. Quer dizer, repita o “não se repita”. Até que não precise mais da repetição. Capisce? Se não entendeu, leia o texto novamente.

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De olho no jargão é uma seção do blog Magaiver destinada a mostrar como alguns termos técnicos de informática e programação podem ser usados no cotidiano, mesmo fora dos computadores. .

Autor: - Categoria(s): de olho no jargão Tags: , , ,
31/10/2008 - 09:43

[De olho no jargão] Feature freeze

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Feature freeze – Você está finalizando um projeto. É hora de verificar cada detalhe para encontrar erros e omissões. O prazo do lançamento já está quase chegando, mas o cliente não para de pedir novos recursos. Cada um deles pode ser a fonte de novos erros. Pior: desviam sua atenção, que deveria estar concentrada em corrigir os atuais problemas.

Axl Rose, do Guns N\' Roses.

Desnecessário dizer que isso pode atrasar a entrega do projeto. Ou torná-lo um elefante branco, sempre adiado, no melhor estilo Chinese Democracy (o disco-piada-interna da banda Guns ‘N Roses, ao lado).

Para evitar situações como essa, os programadores criaram um procedimento chamado feature freeze, algo como “congelamento de recursos”. Funciona como um aviso. A partir do momento em que ele é declarado, as regras para fazer mudanças no projeto se tornam bem mais restritas e duras. Só muda o que for realmente vital.

Esse é mais um dos jargões do desenvolvimento de softwares que poderiam ser aproveitados em outras áreas do cotidiano. Por exemplo: teses de mestrado, relacionamentos e até desenvolvimento pessoal. Explico.

Há pessoas que nunca param de adicionar recursos às suas personalidades. Prometem a si mesmas que um dia finalmente irão viver, “serão lançadas no mercado”. Mas, antes, precisam fazer mais um curso, fundar mais um blog, procurar outro emprego, ganhar mais mil reais. E nunca fazem nada, só planejam. Ou passam o tempo todo gerenciando os problemas decorrentes das novas funcionalidades.

Nessa hora, o melhor é daclarar um sonoro feature freeze e seguir adiante.

Autor: - Categoria(s): de olho no jargão, tecnologia Tags: , , , ,
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