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28/04/2009 - 13:28

Vida de frila: selecionando os clientes

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No começo da vida de frila, é normal ficar inseguro. Você acha que precisa aceitar qualquer trabalho que apareça. Afinal, é preciso pagar as contas. Mas, aos poucos, fica evidente que essa atitude é contraproducente. De certa forma, impede o aparecimento de bons clientes.

Isso acontece por alguns motivos:

1. Você gasta tempo tentando explicar seu trabalho e, consequentemente, seu preço.
2. Perde tempo e dinheiro tentando fazer o cliente pagar na data combinada.

Não sei como funciona sua área de trabalho, mas na minha (design para internet e jornalismo), geralmente os clientes caloteiros – ou que enrolam para pagar – coincidentemente são os mais leigos. Quer dizer, aqueles que não sabem o que é criar um site e, principalmente, mantê-lo.

Isso não quer dizer que todos os clientes inexperientes sejam idiotas. Nem que se deva fugir deles como se fossem portadores da gripe suína. Mas que lidar com a inexperiência tem um custo. E isso deve ser incluído na hora de estabelecer o preço do trabalho.

No meu caso, incluo o tempo que gasto explicando como funciona a web, quais são as tendências mais importantes da atualidade e porque é importante saber essas coisas. A ideia é defender o interesse do cliente. Por exemplo: para que criar um sistema de blogs caro, se você pode ensiná-lo que existe o WordPress? O custo da consultoria diminui o da mão de obra.

Não rejeite os leigos

Os bons leigos são aqueles que estão dispostos a aprender. Mas há também os que não o estão. Com esses, às vezes não compensa trabalhar. Ou podemos cobrar mais caro, porque, enquanto refazemos trabalhos amadores, perdemos tempo que poderíamos usar criando um portfólio, pesquisando ou buscando propostas mais profissionais.

De qualquer forma, é preciso sempre pesquisar sobre o passado do cliente e suas atividades. Como ao abrir um crediário. Em certos casos, ligo para os amigos e pergunto: “tal empresa paga direito? Como é trabalhar com ela?”

Nem sempre faz sentido

Às vezes, a escolha de um cliente é mais intuitiva do que racional. Geralmente, os piores clientes são cheios de lábias e promessas. Mas, aos poucos, você vai afinando seu detector de bombas. Se tiver sorte (eu diria carma), vai achar um grupo de clientes que se tornam parceiros, empresas de confiança com as quais você gosta de trabalhar. É melhor ter duas dessas do que vinte ruins supostamente pagando fortunas.

O mais importante é não confundir a seleção de clientes com preconceito. Ou satisfação do seu próprio ego. Você escolhe para atender melhor, não porque o cliente discorda da sua concepção do que é um layout bonito. Vaidade autoral só atrapalha. E há pessoas que sofrem uma vida inteira para descobri-lo.

Autor: - Categoria(s): vida de frila Tags:

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2 comentários para “Vida de frila: selecionando os clientes”

  1. Marcel Cãndido disse:

    Muito bom o post…
    lembre leio o blog e está de parabéns

    continue..

  2. Alexandre disse:

    Parabéns pelo post Eduardo, é complicado mesmo escolher clientes, e só a experiência, vivência nos faz separar o joio do trigo.

Os comentários do texto estão encerrados.

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