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Arquivo de novembro, 2008

28/11/2008 - 10:59

Com o cabelo em chamas

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Hair on fire

Aqui no Templo, estamos em plena reta final das construções. A inauguração é no dia 5/12, mas ainda há muito a fazer. Sinto-me num desses programas do estilo “Minha Casa, Sua Casa”. Num único dia, minhas atividades vão do reino digital ao mineral (carregar pedras) e vegetal (descarregar um caminhão de grama).

Nos EUA, há uma expressão muito popular para esses casos: “trabalhar como se seu cabelo estivesse pegando fogo”. A ideia é que a urgência, o perigo – físico ou psicológico – produzem foco, concentração. Eliminam todos os tipos de dispersões de energia. E também as procrastinações ativas, como o preciosismo, querer “mostrar serviço” aos colegas ou o tagarelismo mental.

Adrenalina

Muitos de nós só conseguimos trabalhar em situações limite. Sem obstáculos, não agimos. Pelo contrário: a sensação de que há tempo e recursos é que produz estagnação. Incentiva inúmeras enrolações cotidianas que, vistas de longe, parecem trabalho duro.

Mas, nos momentos de urgência, também surge outra grande vampira de energia: a sensação de heroísmo, de que estamos fazendo demais, de que somos fundamentais, indispensáveis. Isso às vezes criar muito estresse e pode até nos impedir de descansar ou de dormir à noite. Ficamos constantemente alertas e preocupados.

Compromisso e aparência

Em paralelo, também surge a vontade de julgar o trabalho alheio: o outro não faz o suficiente. O outro não se compromete. O problema é que, de modo geral, esse julgamento está baseado não no nosso trabalho real (nem no dele). Pelo contrário, é fruto da imagem heróica que fazemos de nós mesmos e da trágica que fazemos da tarefa a ser concluída.

Se entramos nesse tipo de exercício mental, nós é que perdemos tempo e eficácia no trabalho.

Os momentos “cabelo em chamas” são estimulantes e nos deixam muito precisos. Mas eles criam vários subprodutos perigosos. Assim, não devem ser incentivados como se fossem uma espécie de salvação automática para equipes improdutivas.

O que precisamos, afinal, é do foco, da concentração, da capacidade de eliminar as frescuras, inutilidades e zonas de conforto para que algo seja concluído.

Autor: - Categoria(s): gtd e produtividade Tags:
25/11/2008 - 16:16

Produtividade num templo budista. Faz sentido?

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É um tanto bizarro trabalhar num centro budista e ao mesmo tempo escrever sobre produtividade. Primeiro, por um motivo óbvio: templo não é empresa – por mais que muitos livros de auto-ajuda tentem convencê-lo disso. O objetivo aqui é treinar a mente. “Ser produtivo” não faz exatamente parte das prioridades.

Quando estava vivo, nosso principal professor, S. Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, adorava distribuir tarefas aparentemente malucas aos alunos. Coisas como mandar construir paredes do jeito mais errado possível. Quando o resultado não funcionava, ele gargalhava e nos advertia: não se apegue a resultados.

Ainda assim, em 7 anos, Rinpoche e seus alunos foram um exemplo de produtividade. Fundaram uma editora, projetos assistenciais, traduziram textos raros, construiram templos, várias rodas de oração preenchidas por milhares de mantras (e você não imagina o trabalho que dá para fazer isso), eventos anuais elaboradíssimos, sites, centros em vários países da América Latina, entre outras coisas.

Se você olhar usando conceitos tradicionais, apegados a esquemas ditos racionais, parece que tudo é formatado para dar errado. No entanto, funciona. Muitos de nós somos completamente leigos nas áreas em que trabalhamos. Pior: como moramos em comunidade, não podemos disfarçar quando somos rabugentos, metidos, apavorados, desorganizados. Cedo ou tarde você acaba exposto. Em especial porque aqui parece sempre que todos estão correndo.

Rinpoche nos ensinava (e, de certa forma, ainda ensina) a fazer o melhor possível, de um jeito preciso e detalhista, às vezes por meio de grandes esforços. Mas não nos deixa ser esquemáticos e achar que tudo sempre vai dar certo. Nem que vai dar errado. A ideia é se livrar dos conceitos, enfrentar o que vier, dançar no meio do caos. Não por acaso, Rinpoche era conhecido como “O Senhor da Dança” e o próprio nome Chagdud significa algo como dar nó em barras de ferro.

Ele parecia ser amigo de infância da Lei de Murphy, nos preparando para a dinâmica da vida, que está sempre se renovando, surpreendendo. Ainda hoje, toda vez que tentamos solidificar algo, nosso tapete é puxado, como num filme de David Lynch. Você acha que é fulano? Que se comporta de modo x, y, z? Acontece uma reviravolta (e sem explicação final acolhedora). Até que, de repente, você descobre uma confiança e uma flexibilidade que nunca pensou que tivesse. Não é um processo fácil. Mas, por incrível que pareça, funciona.

Este ano no templo budista me fez enxergar a idéia de produtividade por angulos muito diferentes. Ainda preciso de relógios, esquemas, contagens, medidas. Quero encontrar saídas perfeitas, sem furos. Ainda tenho o hábito da autocomiseração, da autocondenação, de pedir colo o tempo todo, de só pensar no meu lado e nos meus problemas. Mas já consegui ter alguma noção de que as melhores ferramentas para executar qualquer projeto são a flexibilidade e a ausência de preconceitos. Todo resto vai aparecendo no caminho.

Autor: - Categoria(s): comportamento, diretoria Tags: , , , ,
25/11/2008 - 01:19

Finalizando um trabalho. Ou quase

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Vídeo de .

No próximo dia 5, vamos inaugurar a . Trata-se de um monumento muito importante para o budismo tibetano. É o primeiro a ser construído no ocidente – e nos .

Há um ano, me comprometi a vir morar num monastério no Rio Grande do Sul para ajudar a finalizar o projeto. Deixei meu emprego na revista Superinteressante e, desde então, faço uma espécie de jornada dupla, escrevendo para o iG e quebrando um galho na área de comunicação do .

No dia 11/12, se tudo der certo, o projeto estará concluído e acabará “oficialmente” meu período monástico. E as aspas têm um motivo. É que ainda não decidi o que farei da vida a partir dessa data. Não sei se voltarei para SP, Porto Alegre ou se continuarei aqui.

E o que você tem a ver com isso? É que, antes de decidir, pretendo ficar um mês em retiro fechado durante janeiro. Isso significa: sem internet e sem celular. Deixarei posts pre-agendados. Mas os comentários estarão desabilitados, para evitar problemas.

Mas, antes das minhas “férias”, ainda há bastante coisa por acontecer. Quero dividir com vocês algumas ideias que me ocorreram ao trabalhar aqui por um ano. Já falo sobre isso. Aguarde-me.

Autor: - Categoria(s): diretoria Tags: , ,
21/11/2008 - 12:42

Como dar conta dos seus feeds?

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Canal de Eduardo Fernandes no Vimeo.

Você sofre da síndrome de culpa do RSS? O fenômeno acontece quando cadastramos mais feeds do que podemos ler e desenvolvemos uma contínua sensação de que perdemos algo. Em vez de encararmos o RSS como uma tecnologia criada para facilitar nossa relação com grandes quantidades de informação, passamos a usá-la como mais uma fonte de estresse. O vídeo mostra um jeito de resolver isso: contextualizar seus feeds. Confira.


Citados no programa

– cliente RSS de desktop para Windows.
– cliente RSS de desktop para Macintosh.
– cliente RSS on-line.
fala sobre organizar feeds de RSS.

Autor: - Categoria(s): ferramentas, gtd e produtividade, organização pessoal, tecnologia, vídeo Tags: , , ,
19/11/2008 - 19:54

Teste Magaiver: Como escrever e-mails eficientes

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Muito se fala sobre como gerenciar os e-mails que recebemos. Mas boa parte da confusão das caixas postais é consequência das mensagens que enviamos. Quando não temos cuidado e paciência para mandá-las, precisamos de muito mais esforço para respondê-las. O teste abaixo foi criado para ajudar a entender como funciona esse processo. Basta responder as questões com sim (que vale 10 pontos) ou não (que vale 0).

1. Você é claro e direto no campo assunto?
2. Você trata de um só assunto por e-mail?
3. Você escreve de um jeito que ajuda o interlocutor a responder clara e diretamente?
4. Suas mensagens têm menos de 400 caracteres?
5. Você usa parágrafos e pontuação?
6. Suas assinaturas são úteis?
7. Você usa telefone para conversas longas e polêmicas?
8. Você se lembra de que um dia pode precisar consultar e-mails antigos?
9. Você prefere usar e-mail em texto plano (em vez de HTML)?
10. Você relê o e-mail antes de enviá-lo?

Leia mais »

Autor: - Categoria(s): e-mail, gtd e produtividade, organização pessoal Tags: , ,
18/11/2008 - 09:22

Ficha para Pedidos Extemporâneos [Ferramentas]

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Ficha para Pedidos ExtemporâneosEm ambientes coletivos de trabalho, é bem comum que colegas deleguem tarefas durante encontros informais nos corredores da empresa. Por exemplo, você acaba de sair do banheiro e, de repente, tem mais um projeto urgente para resolver.

Naquele momento, não há como consultar agendas, nem mesmo entender qual é o real tamanho da tarefa. Então, para não bancar o chato, você acaba por aceitar o pedido com um sorriso amarelo. Ou apenas concorda para se livrar da pessoa e fechar o ziper tranquilamente. Depois de um tempo, esquece da tarefa e acaba metido em problemas.

Pensando nesse tipo de situação, criei a FIPE (Ficha Para Pedidos Extemporâneos). Trata-se de um papel que tenta disciplinar, ou, na pior das hipóteses, inibir, acordos irresponsáveis ou mal feitos. Você pode baixar o arquivo PDF e imprimi-lo numa impressora comum.

Modo de usar

1. Carregue algumas FIPEs sempre nos seus bolsos. Tenha uma caneta por perto também.
2. Quando tiver um pedido para fazer (ou para receber), saque a FIPE e preencha-a.
3. Entregue para a pessoa.

Simples, não?

Pouca gente vai se dar ao trabalho de usar. Mas pelo menos pode gerar algumas piadas que levem a atitudes mais produtivas.

Clique aqui e baixe a FIPE (Ficha Para Pedidos Extemporâneos).

Autor: - Categoria(s): ferramentas, gtd e produtividade, organização pessoal Tags: , ,
16/11/2008 - 09:56

Conceitos dão mais trabalho do que ações [Frase]

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Você acha que está metido num trabalho grande demais? Espere. O que você entende por “grande”? E por “trabalho”? E por “demais”? Ao analisar essas palavras minuciosamente, você verá que está preso a conceitos. Pense nisso todos os dias e eles irão se dissolver.

, no Khadro Ling, RS.

Autor: - Categoria(s): gtd e produtividade Tags:
14/11/2008 - 16:03

Como eliminar os momentos de hesitação?

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Seja rápido
“Surtei”.

Ao investigar pesquisas sobre padrões de procrastinação, uma coisa fica bem clara: o principal problema das pessoas é começar tarefas. Esse é o momento em que se perde mais tempo. Por vezes o meliante tem um sistema, gosta do que faz, elimina boa parte das distrações externas, mas, na hora de começar fica empacado, patinando sem sair do lugar.

Os motivos dessa hesitação inicial variam ao infinito. Mas a maneira de combatê-la é quase sempre parecida: usamos algum tipo de gatilho, uma ação que nos impulsiona a agir imediatamente.

Para muitos, o gatilho é a reclamação do chefe ou algum fator autoritário externo (esposa, filhos, colegas de trabalho). Outros precisam de tecnologia, como despertadores, softwares e gadgets. Também há quem prefira saídas comportamentais: ouvir certo tipo de música, levantar-se rapidamente, dizer alguma frase, entre outras coisas.

De qualquer forma, o gatilho é sempre brusco e repentino. Ele parece cortar de uma só vez o padrão mental cíclico que leva à estagnação. Num momento de hesitação, saídas parciais, progressivas e lentas costumam não funcionar. É preciso ter energia, dizer um sonoro “chega” e passar de fase.

Agressividade

Mas não confunda energia com agressividade. A ruminação mental dos procrastinadores já é bastante violenta por si mesma: “não consigo, não sirvo, sou assim mesmo, estou preso, todo dia é a mesma coisa”.

Por um lado, esse fenômeno tem aspectos de auto tortura. Por outro, serve como um prazer masoquista. A hesitação mantém a mente ocupada em criar uma história, uma novela de si mesmo. Por incrível que pareça, isso parece mais divertido do que enfrentar logo a tarefa.

Criatividade – ação = procrastinação

Esse é o velho prazer da argumentação, da criação de conceitos, de procurar saídas, de imaginar o que pode estar errado, porque sua vida não funciona. Ou seja: a criatividade. O mesmo tipo de prazer que um cientista pode ter ao fazer suas pesquisas. Se você usa essa energia de modo positivo, ela pode ser bastante útil. Sem controle, consome sua vida.

O pensamento cíclico cria uma espécie de bolha em volta de nós. Nos fecha para o mundo, nos impede de agir fora do campo de ação dela. Você precisa furá-la, com energia. Mas também habilidade, porque, provavelmente, ela não vai estourar de uma só vez. O importante é não dar espaço para mais ruminação.

Autor: - Categoria(s): comportamento, gtd e produtividade Tags: ,
13/11/2008 - 09:54

Não se repita [De olho no jargão]

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DRY (Don’t Repeat Yourself) – Você corre para o supermercado. Tem apenas meia hora para fazer suas compras. Mas, ao sair apressado, esqueceu de verificar a despensa. Portanto, não sabe exatamente o que comprar, apenas tem uma vaga lembrança de que falta café em casa. Ao passar pela prateleira, compra um pacote.

Humanos adoram repetições.Do outro lado da cidade, sua mulher faz a mesmíssima coisa. À noite os dois percebem que gastaram dinheiro à toa. E que, afinal, o que faltava era óleo de soja. 10 dias depois, os dois fazem tudo de novo, porque já esqueceram a situação. Agora precisam lidar com dois novos fenômenos: prejuízo e falta espaço para guardar o macarrão.

Esse é um caso clássico de repetição, causado por comunicação ineficiente e falta de controle de processos. Se atrapalha no ambiente doméstico, imagine num aplicativo contendo milhares de linhas de código. Por conta desse tipo de problema, os programadores de criaram uma expressão, que usam como um mantra: “não se repita” – ou simplesmente DRY.

É claro que você pode criar procedimentos técnicos para resolver o assunto. Mas, para ser implementado, todo método demanda atenção e, principalmente, engajamento. Por isso, é importante usar expressões como DRY para criar consciência sobre um problema a ser atacado.

Mas tudo isso só funciona se você repeti-las constantemente. Quer dizer, repita o “não se repita”. Até que não precise mais da repetição. Capisce? Se não entendeu, leia o texto novamente.

∞∞∞∞

De olho no jargão é uma seção do blog Magaiver destinada a mostrar como alguns termos técnicos de informática e programação podem ser usados no cotidiano, mesmo fora dos computadores. .

Autor: - Categoria(s): de olho no jargão Tags: , , ,
12/11/2008 - 07:50

A evolução da escrita na internet [Coffee Break]

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Autor: - Categoria(s): coffee break Tags: , , ,
11/11/2008 - 17:25

O primo pobre e rústico do Moleskine

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Field notesFrequentadores assíduos de sites sobre produtividade pessoal já conhecem a . Sabe-se lá porque, a tradicional marca européia de blocos de nota – preferida por gente como Van Gogh, Picasso, Ernest Hemingway, entre outros artistas – caiu nas graças dos atarefados digitais. O produto é realmente primoroso, . Há até um clone nacional e mais preocupado com questões ecológicas, o .

Já nos EUA, surgiu uma família de primos rústicos do Moleskine, os . São blocos de bolso bem mais práticos e sem luxos, como encadernação em couro e elásticos. Foram criados para aguentar porrada e ainda assim despertar desejo.

As capas são em papel kraft, de alta gramatura e toque áspero. São vendidos em kits com 6 blocos, 6 canetas esferográficas personalizadas, 2 lápis e um calendário de 18 meses. Tudo isso por U$ 32. Se você é empresário e apaixonado por objetos de papelaria, ainda pode .

De qualquer forma, mesmo depois de tantos anos de pixels sobre tela, papéis ainda são um grande fetiche. Em especial para as mulheres, que vão se apaixonar por , em São Paulo. Haja reflorestamento.

Autor: - Categoria(s): gtd e produtividade, organização pessoal Tags: , , ,
10/11/2008 - 19:06

E se Matrix rodasse no Windows XP? [Coffee Break]

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Autor: - Categoria(s): coffee break Tags: , ,
10/11/2008 - 07:03

[Inspiração] A Hora da Estrela 2.0

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Site da Sprint que faria a felicidade de Macabéa, de A Hora da Estrela.
Você se lembra de , filme baseado no livro homônimo de Clarice Lispector? A personagem suburbana Macabéa costumava passar o dia todo ouvindo uma rádio cuja programação se resumia em anunciar a hora certa continuamente. Para relaxar, informava coisas como “em 1 segundo, uma abelha bate as asas 2 mil vezes”. A operadora de celulares Sprint, dos EUA, criou uma . É um site cheio de widgets de visual futurista, que anuncia coisas que fariam a alegria de Macabéa, numa voz estilo aeroporto. A sensação auditiva me lembrou um pouco a . Mas, não sei porque, me veio à mente que talvez Macabéa seja um personagem muito atual. Sobretudo depois da web.

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07/11/2008 - 15:49

Abrace uma árvore. Mas leve seu Blackberry

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Abraçando árvoreCansado da tecnologia? Depressivo porque só vê o mundo por meio de telas? Talvez você precise abraçar umas árvores. Pelo menos é no que acreditam Richard Mitchell e Frank Popham, pesquisadores de duas das mais importantes universidades da Escócia.

Em , eles afirmam que mesmo pequenos jardins em quintais podem melhorar sua saúde emocional. Testes realizados com voluntários demonstraram que a exposição regular a ambientes fora de cidades podem ajudar a reduzir a pressão sanguínia, baixar os níveis de estresse e até acelerar a recuperação pós-cirúrgica.

Meus sensores de obviedade já estão apitando.

Já no site , há um post sobre o bom e velho Theodore Roszak, ativista da contra-cultura nos anos 60, considerado o pai da ecopsicologia. Ele acredita que muitas crianças que vivem nas grandes cidades urbanas desenvolvidas sofrem de . Uau. É como um mal-estar derivado do que ele chama de repressão dos instintos de contato com a natureza.

Os conceitos fazem sentido e merecem ser investigados mais a fundo. Afinal, não é preciso ser especialista para perceber que realmente precisamos de uma noção de ambiente um pouco mais profunda do que os wallpapers de paisagem do Windows.

Posso desligar a natureza quando cansar?

Mas também não podemos esquecer que, durante a história da humanidade, a chamada natureza foi considerada nossa principal fonte de estresse. Algum teórico do passado deve ter escrito sobre o quanto as cidades poderiam melhorar a nossa saúde e nos livrar de ser comidos por animais.

Onde eu quero chegar? No medo do estresse. Esse é o problema que precisamos atacar. Estejamos no Edifício Copam ou em Jeriquaquara.

Você pode até ir viver no meio da Serra Gaúcha, como eu mesmo fiz. Mas quando começar a chover a cada dois dias, quando houver tanta neblina que você é capaz de enxergar sua sombra no ar, quando ouvir uma orquestra de sapos e grilos todas as noites, certamente o grande monstro da atualidade reaparecerá: o descontentamento.

Trata-se daquele estado emocional que não é nem dor extrema e nem tranquilidade. É um sentimento de se estar permanentemente de saco cheio, precisando reclamar de algo. Que pode evoluir para duas coisas: o estresse e o desejo social de ser acolhido, de conseguir atenção por meio do rabugentismo (uma praga que se alastra especialmente em ambientes como o Twitter).

Este cenário, na verdade, é uma atualização de um bug humano mais antigo. O hábito de levar a sério todas as dores, conceitualizá-las e superdimensioná-las. Não conseguimos apenas parar e experimentar a situação. Antes mesmo de saber direito o que acontece, temos que correr para algum canto, tentando “ser felizes”. Não damos tempo para que o estresse se dissolva por si mesmo. Nem que nos ensine algo. Temos que lutar ou fugir.

Podemos nos trancar numa reserva ecológica. Mas, enquanto continuarmos a solidificar o descontentamento, só vamos conseguir destruir mais um ambiente. Ou, no mínimo tentar pendurar cabos e fios por todo lugar. Novamente.

Autor: - Categoria(s): comportamento Tags: , , ,
06/11/2008 - 16:38

Empresa cria portal dedicado a compartilhar screencasts

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Screencast.com website

Como você sabe, sou um . É um dos jeitos mais divertidos e precisos para ensinar a utilizar aplicativos. Quando são desenvolvidos com criatividade, tornam-se uma poderosa ferramenta para educação ou “viralização” de ideias.

Ainda não tive tempo de executar todos os meus planos nessa área, mas sigo assistindo a bons screencasts pela web. Um dos meus favoritos é o do prolixo Chris Coyer, do , que fala sobre desenvolvimento de internet. Já o tradicional traz DVDs com treinamentos completos, cobrindo de programação a produção musical.

Mas agora tropecei num site inteiramente dedicado à arte de compartilhar telas – e de graça. Chama-se e é mantido pela Techsmith, fabricante do , um dos melhores – e mais caros (U$ 299!) – programas de screencasting para Windows. Se você fala inglês, vale vasculhar o conteúdo publicado no portal e encontrar coisas úteis, como .

Se não fala a língua do Obama, vai ter que esperar que surja um site desse tipo no Brasil. E, sinceramente, não acho isso tão difícil de acontecer. Alguém sugere screencasts nacionais interessantes?

Bons programas para fazer screencasts

(Windows)
(Windows, gratuito)
(Windows)
(aplicativo on-line)
(Mac, o aplicativo que eu uso nos Video Reviews).
(qualquer sistema operacional, funciona via navegador)

Autor: - Categoria(s): ferramentas, tecnologia Tags: , ,
05/11/2008 - 19:31

[Inspiração] Air Guitar

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Air Guitar

Campanha da , do Reino Unido.

Autor: - Categoria(s): criatividade, inspiração Tags: , ,
05/11/2008 - 17:44

Pixlr: finalmente um editor on-line de imagens decente

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Pixlr, editor de imagens on-line

Toda vez que ouço falar sobre substitutos on-line para o Photoshop, fico mais cético do que . Posso até aceitar o criacionismo, a existência de Papai Noel, que Elvis não morreu, mas edição de imagens via web, nem pensar.

Se trabalhar com imagens em desktop já demanda alto poder de processamento, imagine querer salvar um jpeg de 2MB usando alguma dessas conexões pós-discadas (recuso-me a usar o termo banda-larga) que existem no Brasil. Pior: as tentativas da própria Adobe de fazer um Photoshop para web, se mostraram altamente estranhas, cheias de logins, registros, limitações de espaço etc.

Mas agora terei que dar o braço a torcer. pode mudar o cenário. Para começar, nenhum cadastro. Isso mesmo: nenhum Leão de Chácara 2.0. , você vai direto para a interface do aplicativo. E, pasmem, há uma versão em português.

O programa é relativamente rápido e traz recursos avançados, como criação de brushs, layers (camadas) e até filtros. O visual é bastante parecido com o Photoshop, o que facilita muito na hora de dropar as curvas de aprendizado.

Obviamente, não é recomendado usá-lo como seu principal editor de imagens. Mas, se você está sem o seu computador e precisa dar um trato numas fotos, vá que é sua, Tafarel.

Autor: - Categoria(s): ferramentas, tecnologia Tags: , ,
04/11/2008 - 21:00

A Era do Alt + Tab

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Controle Remoto

Outro dia estava descadastrando uns feeds do meu leitor de RSS. Isso me fez voltar a ler alguns sites norte-americanos sobre produtividade pessoal. Senti um certo mal-estar. Queria fugir daquele tipo de leitura o mais rápido possível. Vou tentar explicar porquê.

Muito do discurso sobre produtividade está baseado numa espécie de agressividade. Não falo de textos rudes ou algo assim. Mas de uma revolta contra si mesmo, que se expressa em crises de culpa, infinitas cobranças de adaptação a metas e procedimentos. “Não fiz isso, não consegui aquilo, deveria adotar tal prática”. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): comportamento, gtd e produtividade Tags: , , , , ,
04/11/2008 - 09:51

[Frase] Jeffrey Zeldman: ainda vale a pena ter um blog?

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Jeffrey Zeldman

Quando vamos parar de falar sobre conteúdo na web exclusivamente em termos de plataformas estreitas e objetivos egoístas mesquinhos? Quando vamos parar de dizer que x deixa y irrelevante? Quando vamos parar de reduzir a web a uma competição trivial entre poderosos chefões? Quando vamos começar a apreciá-la como uma mídia madura para reflexões reais e expressividade?

, um dos mais importantes designers de web da atualidade, que diz que os blogs estariam obsoletos por causa do Twitter, Flickr e Facebook.

Imagem encontrada .

Autor: - Categoria(s): frases, tecnologia Tags: , , , , , ,
03/11/2008 - 17:42

[Fuçando] Ex-Azureus agora é uma central para baixar até vídeos em alta definição

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Vuze
A nova página de abertura do Azureus. Agora com busca para games e até shows em alta definição.

Se você está acostumado a compartilhar arquivos BitTorrent, já deve ter ouvido falar do Azureus. O cliente gratuito de downloads sempre foi um dos mais eficientes e flexíveis disponíveis no mercado. Atende desde usuários experientes a até pessoas que só precisam baixar arquivos grandes – como filmes e álbuns completos – de um jeito rápido e organizado.

Há alguns meses, o Azureus mudou radicalmente. Até mesmo de nome: agora chama-se Vuze. Também incorporou alguns recursos de redes sociais. Mas o que mais chamou atenção foi a criação de uma espécie de media center, uma mistura de com iTunes Store. Felizmente, ainda dedicado a encontrar e baixar arquivos gratuitos.
Leia mais »

Autor: - Categoria(s): ferramentas, fuçando, tecnologia Tags: , , ,
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