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16/06/2008 - 11:26

Quanto vale sua atenção?

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Há alguns meses, falei de um aplicativo chamado Rescue Time. Ele serve para medir quanto tempo você passa on-line e, mais importante, fazendo o quê. Pode parecer um tanto Big Brother, mas é exatamente o contrário. Ter consciência de como você gasta seu tempo já é meio caminho andado para não ficar escravo dele. É como gerenciar seu cartão de crédito.

Mas não é simples saber para onde vão nossos minutos e atenção. O blogueiro e consultor Merlin Mann fez uma interessante apresentação sobre isso no Google. Ela foi gravada e você pode assisti-la acima, em inglês.

Merlin fala do ponto de vista individual: como fazer para controlar melhor para onde vai sua atenção. Mas há também um aspecto econômico nisso.

Numa época em que cada vez mais somos trabalhadores do conhecimento (lidando com computadores, dados e informações especializadas), a atenção vira valor de mercado. Ou seja: vale dinheiro. Não é a toa que grandes empresas de comunicação, como a News Corp. gastam milhões de dólares com sites como o Last FM e que o Google comprou o YouTube por 1.6 bi.

Mas falei do Rescue Time no começo do texto porque os desenvolvedores do aplicativo publicaram estatísticas interessantes em seu blog. Segundo os dados, nos EUA, as pessoas passam em média 6.71 horas diárias na frente do computador (mais de 1 quarto do dia). Interrompem o que estão fazendo para olhar para uma tela de Instant Messenger (MSN, Google Talk etc.) 77 vezes por dia. 11.5 vezes por hora, uma vez a cada 5.2 minutos.

São acessados em média 40 sites diferentes por dia. Os usuários gastam 26% do tempo no computador usando navegadores (Firefox, Explorer etc.). 61% em programas que, de alguma forma, usam a internet.

As categorias de aplicativos mais usados são os de comunicação, cerca de 38% do tempo (18% nos e-mails, 6% em Instant Messengers e mais tempo disperso em outros programas). Seguidos de perto (34%) por MS-Office, Photoshop e outros programas chamados de “output”. 14% do tempo é gasto com sites de notícias e blogs. Redes sociais (Facebook, MySpace e Twitter) levam 5%. Jogos e compras: 4%.

O artigo completo está aqui. Se os dados forem mesmo representativos, é espantoso perceber quanta energia e dinheiro gastamos aprendendo a conversar, explicar, traduzir e ajudar a entender uns aos outros via computadores. Parece óbvio, mas é muito fácil esquecer no cotidiano: é tudo comunicação.

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