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Arquivo de janeiro, 2008

30/01/2008 - 11:23

Ouvi dizer

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“Quando você precisar falhar, falhe da maneira mais espalhafatosa possível. Assim a correção do bug aparece logo”.

Gina Trapani, do blog Lifehacker, mostrando que tipo de lições filosóficas está aprendendo ao programar em Unix (linguagem por trás do Linux e do Mac OS X).

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30/01/2008 - 10:54

Circulando

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30/01/2008 - 10:19

Perguntando a quem interessa

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Estou juntando idéias para um novo programa de vídeo. O que vocês gostariam de ver?

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29/01/2008 - 23:19

Freakonomics + Interdependência + Tropa de Elite

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freakonomics

A arte de reciclar assuntos quase velhos: o que tem a ver o conceito de interdependência com o livro Freakonomics e o filme Tropa de Elite?


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29/01/2008 - 11:17

Social bookmarking chega aos celulares

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Enquanto os desenvolvedores do Del.icio.us enrolam para entregar a versão 2.0 do serviço (prometida desde o meio do ano passado), seus concorrentes fazem a festa. O Ma.gnolia acaba de inaugurar uma versão mobile de seu site. Agora, você também pode usar o celular para salvar e compartilhar seus sites favoritos. Para os que gostam de jargões, pode-se dizer que o Ma.gnolia criou o “social mobile bookmarking”. Quer dizer, nem tanto, já que o próprio Del.icio.us já pode ser acessado no iPhone.

O Iterasi também tenta introduzir um novo conceito nessa área. Em vez de salvar links (muitas vezes quebrados ou obsoletos), salva retratos precisos das páginas num sistema que permite não só organizá-los, mas também compartilhá-los. O produto se destacou na DEMO 2008, conferência que apresenta novas empresas desenvolvedoras de aplicativos online. Veja como ele funciona no vídeo acima.

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28/01/2008 - 13:30

Rádio Magaiver: como lidar com a resistência

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ego

A resistência é o combustível da procrastinação, uma das maiores inimigas da produtividade. Quem fala mais sobre isso é o meu Ego. Saia debaixo.


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25/01/2008 - 18:04

Zenware: programas para combater as distrações

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Ontem, na Slate Magazine, o jornalista Jeffrey MacIntyre, apontou uma tendência que está crescendo no mercado de softwares: o surgimento de programas propositalmente simples, com poucas funcionalidades e praticamente sem recursos visuais. Um bom exemplo deles é o Writeroom (para Mac). Trata-se de um processador de texto à moda do velho Word para DOS: tela completamente preta e um cursor pronto para digitar. Nada mais. Nem mesmo os menus do sistema operacional aparecem.

Macyntyre chama esse tipo de aplicativos de zenware. O objetivo dos seus desenvolvedores seria eliminar as distrações do desktop (MSN, e-mails, menus dispersivos e incompreensíveis etc.) para ajudar o usuário a se focar em suas tarefas. O que é bonito na teoria, mas muito pouco prático.

O conceito de zenware é fruto de uma dupla incompreensão. Primeiro, da prática zen (se você quer se aprofundar no assunto, recomendo o livro Mente Zen, Mente de Principiante, de Shunryu Susuki). Segundo, de como funcionam as distrações. Tratei sobre isso num post anterior.

Simplificar quase sempre é uma atitude saudável. Mas não é “o antídoto” para as distrações. Por exemplo, se você se isolar, durante apenas 3 minutos, numa sala completamente escura, sem nada para fazer e sem qualquer barulho, descobrirá que sua mente vai trabalhar como se não houvesse amanhã. Ela é uma espécie de máquina de conceitos, julgamentos, expectativas, medos e esperanças. Nenhum menu da Microsoft vai conseguir chegar perto da quantidade de informação e bagunça que você perceberá – isso se conseguir manter a atenção por mais de 5 segundos.

Se você quisesse evitar machucar os pés ao andar na cidade, o que faria? Tentaria cobrir todas as ruas de couro ou usaria sapatos? O princípio é o mesmo aqui. Não adianta eliminar todos os recursos do computador. Você é que precisa desenvolver a concentração.

Desde crianças, reforçamos o hábito da distração. Ele é tão arraigado que mal o percebemos. Precisamos ser constantemente entretidos. Tanto que vivemos fugindo de um fantasma cultural chamado tédio – que a cada dia fica mais forte e está mais presente. É como um viciado em drogas: depois de algum tempo, é necessário aumentar a dose para obter o efeito desejado. Assim, tudo fica mais chato, precisamos de cada vez mais canais de TV, mais mp3, mais espaço em disco, mais sensações, mais possibilidades. Não é a chatice que causa a distração. É a distração que causa a chatice.

O hábito da distração torna nossas mentes muito inflexíveis, difíceis de lidar. Quando precisamos, não conseguimos dirigir a atenção para onde queremos sem sofrer, sem fazer um esforço cansativo. Para mudar esse cenário, não há milagres: é preciso treinamento sistemático. Aprender a lidar com a mente, retomar o foco constantemente, sem se irritar, sem perder o rebolado. Dispersou, não perca tempo se condenando por isso ou tentando encontrar uma técnica mirabolante de concentração. Apenas retome o que estava fazendo. Esse é apenas o começo de uma jornada muito maior.

No fim, o que o zenware tenta combater, nem é tanto a dispersão. É mais a resistência, a relutância em terminar uma tarefa. Mas esse é assunto para um outro post.

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25/01/2008 - 12:26

Faça seu próprio óculos iPod vídeo

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oculos

A Make Magazine ensina como fazer óculos ligados diretamente ao iPod vídeo. A engenhoca é controlada por uma luva que mais parece saída do filme O Predador. Se você é do tipo mão na massa, vai que é sua, Tafarel.

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25/01/2008 - 11:55

A esquizofrenia das redes sociais na internet

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Já há alguns anos, a palavra “compartilhar” está em moda. YouTube, Orkut, Del.icio.us, Facebook e inúmeras ferramentas de troca de informações surgiram para lhe dar novos significados. Mas parece que essa era da colaboração é um tanto quanto esquizofrênica. Um sujeito pode passar horas na frente de um computador ajudando num projeto de software livre, mas não é capaz de dar uma informação para o colega da mesa ao lado.

Gostamos de praticar a colaboração seletiva: só até onde não incomode. Só num espaço aparentemente controlável. Dentro do fórum, o fulano é o rei da generosidade; desligou o computador, não é capaz de jogar um papel no cesto de lixo. Na web, defende o uso livre de mp3 e a morte do copyright. Fora, não tolera nem que as pessoas peguem uma cadeira emprestada. Se ao menos as pessoas offline tivessem avatares e se comunicassem via interfaces em AJAX, talvez fosse mais fácil.

Geralmente, nossa rede social vai até onde vai nossa zona de conforto. Se dá trabalho demais, voltamos a nos fechar. Se não corresponde à imagem que queremos exibir de nós (e para nós) mesmos, adeus compartilhamento. De certa forma, é o que dizia o filósofo italiano Giorgio Agamben sobre os estrangeiros: gostamos quando são “líquidos” (chegam, influenciam, mas logo passam, não mudam a estrutura das coisas), mas somos intolerantes quando são “viscosos” (grudam, não obedecem exatamente aos nossos comandos).

Não sei como é para vocês, mas a maioria das coisas que aprendi surgiu de situações de conflito. Se dependesse da zona de conforto, ainda estaria cagando em fraldas. Quer dizer, os viscosos me ajudaram muito mais do que os líquidos. Embora nem sempre eu conseguisse enxergar isso imediatamente.

A esquizofrenia do compartilhamento on e offline some quando temos a capacidade de unificar os dois ambientes. Dentro e fora da internet, trocar ainda é o mesmo velho exercício: aprender a se importar.

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25/01/2008 - 10:32

De volta ao trabalho

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O Blig esteve com alguns problemas. Tudo certo agora. Voltamos à nossa programação normal.

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22/01/2008 - 21:23

Links para terça-feira

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22/01/2008 - 00:29

Capitão Kirk ensina a não perder tempo na vida

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kirk

Hoje recebi a notícia de que uma colega morreu. Na hora, parecia uma agressão ao rítmo normal do mundo. É como se isso nunca fosse acontecer. Mas por que esse estranhamento? É que a morte é provavelmente o assunto mais óbvio e mais rejeitado na nossa cultura.

Por outro lado, qual pode ser a maior dica para pararmos de perder tempo, para aprendermos a priorizar e levar a vida menos à sério? Lembrar-se de que um dia também vamos morrer. E pode ser da maneira mais inesperada.

Imediatamente me veio à mente uma música de William Shatner, o Capitão Kirk, do seriado Jornada nas Estrelas, na qual ele diz: “Viva sua vida como se fosse morrer. Porque você vai”. Quer ouví-la? Clique aí embaixo, no rádio Magaiver. E vamos em frente.


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18/01/2008 - 09:17

Rádio Magaiver: o swell da produtividade pessoal

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surf

Arnaldo Dylon, filho de Arnaldo Jabor com Felipe Dylon, consultor e surfista, ensina como lidar com múltiplas tarefas acontecendo ao mesmo tempo.


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16/01/2008 - 22:50

Momento propaganda gratuita: Vivo Zap

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Você só está lendo este post graças ao Vivo Zap. Aqui no Templo estou num momento Pero Vaz de Caminha: sem telefone, internet e até o portão quebrou. Vou escrever e mandar o texto por navio para o iG. :)

O motivo do sofrimento geek foi a tempestade de ontem, que causou vários estragos em SP e fez a Telefónica morrer por aqui. RIP. É engraçado perceber como, no Brasil, as tecnologias mais avançadas estão submetidas aos problemas mais velhos. Os homens das cavernas fugiam das chuvas e ficavam esperando sinais dos céus. Nós, de um modem. Imagine como deve ser em países com terremotos, como o Japão.

Se não fosse o sistema de conexão sem fio EV-DO da Vivo (que utiliza a mesma infra-estrutura dos celulares e um modem estilo pen drive), eu nem mesmo saberia que Steve Jobs lançou o Mac Air (laptop mais fino que uma caneta e que deve esquentar como uma chapa de padaria).

A Vivo nem precisa patrocinar este blog. É só fazer a rede 3G chegar aqui em Cotia que prometo falar da empresa a cada dois posts. Foi um dos melhores investimentos que fiz no ano. Altamente recomendado para se conectar em situações adversas. Se você está numa grande capital, vale consultar o plano da Claro também – mais lento e mais barato.

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16/01/2008 - 22:24

Turbine o BrOffice

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Não é só o Firefox que tem ótimas extensões que agregam funcionalidades ao programa. O BrOffice, pacote de escritório de código aberto e download gratuito da Sun, também tem as suas. Umas das melhores adiciona a possibilidade de salvar documentos direto no Google Docs. Assim, você não precisa esperar a lenta interface do programa carregar no browser. Pode inclusive escrever offline e guardar sua cópia no Docs para editar mais tarde, de onde estiver, ou compartilhar com sua equipe de trabalho.

Outra extensão útil para quem escreve muito é a Alternative Find Replace for Writter. Ela permite fazer buscas e substituições complexas num documento. De eliminar parágrafos e quebras de linhas a substituir textos posicionados em locais específicos (como, por exemplo, eliminar as maiúsculas de todos os primeiros parágrafos). Também é possível mudar atributos do texto (itálico, negrito), apagar parágrafos vazios etc. Sem precisar saber códigos tipográficos (^p = parágrafo etc.)

Mais extensões do BrOffice / Open Office aqui.

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15/01/2008 - 14:30

Abra seu core

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E vocês? Quais são os aplicativos que mais usam no cotidiano?

Os meus, por ordem de uso:

1. Firefox
2. Google Reader
3. Docs
4. Gmail
5. Notebook
6. Calendar
7. Photoshop
8. Adium (no Mac) e MSN (no Windows)
9. Sound Forge (Windows), Garage Band (Mac)
10. Pacote Waves (de tratamento de áudio).

Quantas horas por dia eu passo só em ambiente do Google? Medo. :)

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15/01/2008 - 14:15

Como abrir o Google Calendar numa barra lateral do Firefox

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O blog Firefox Facts publicou hoje uma dica que dá certa raiva de não ter pensado antes: colocar o calendário do Google numa barra lateral do navegador Firefox. É simples:

1. Arraste o link abaixo para sua barra de favoritos:

Eu mesmo, pode arrastar.

Solte o link em qualquer lugar da barra. Assim você criará um bookmark.

2. Agora clique nele com o botão direito do mouse (ou tecla Ctrl pros usuários de Mac).

3. Clique em propriedades e habilite a opção Abrir na barra lateral (ou Load this bookmark in the sidebar).

Pronto. Agora você poderá ter seu calendário ao lado, sempre à mão.

Vale lembrar que o mesmo procedimento vale para todos os aplicativos online. Eu, por exemplo, no dia-a-dia, uso nada menos que 5 aplicativos do Google para trabalhar: Página Personalizada, Docs, Calendar, Notebook e Reader. Quando lançarem a versão Firefox da nova barra de ferramentas do Google (que já existe para o Internet Explorer), a vida será bem mais prática. Vamos esperar.

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14/01/2008 - 23:45

O melhor recurso tecnológico ainda é a boa vontade

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Para um blog sobre produtividade, até que este está bem improdutivo. Detesto ler posts justificando a falta de atualização de sites. Mas acho que preciso dividir com vocês como estou me virando para resolver um problema que está acontecendo aqui no Templo.

Estamos em Cotia, ao lado da Granja Viana, que concentra algumas das maiores fortunas e empresas de São Paulo. A infra-estrutura local deveria ser de Alexandria, dado o poder aquisitivo da região. Mas está mais para Vila Curumim. Temos tão ou mais problemas com internet e eletricidade do que os que enfrentei no meio da Serra Gaúcha, em Três Coroas, onde praticamente só há mato e casas de madeira no estilo alemão (velhas, não pense em Gramado).

Contratamos uma empresa para nos servir internet via rádio. Chama-se First Mile. Foi uma excelente oportunidade de praticar a paciência. Passaram-se quase 20 dias desde a instalação e nada funciona. Os técnicos demonstram estar mais perdidos do que Jack, Kate e Said. O nível das conversas entre eles e sua “central” era: “o Baiano não ligou o amplificador? Esses caras não servem para nada. Qual é o número da rede deles? Pô, você nâo anotou em algum lugar?”

Corta para o Bradesco. Precisei cadastrar uma conta em débito automático. Fui até o local indicado e dois funcionários superprofissionais me disseram que não poderiam fazer o serviço porque eu não estava na minha agência. Uma menina no caixa – linda, por sinal – virou para um funcionário e disse: “Faz para ele, vai”. Minutos depois, tudo estava resolvido. E ela nem precisaria ter me ajudado, não era trabalho dela.

Nós, que respiramos informática, lemos sobre gadjets e os últimos lançamentos, quase sempre esquecemos que por trás da tecnologia há uma coisa muito mais complexa do que configurações de aplicativos: gente. Uma simples ação de generosidade pode ser muito mais eficiente do que um processo gerencial ou um software cheio de recursos.

Pode parecer um tanto hippie dizer isso, mas para uma boa equipe de TI funcionar, não basta investir em equipamentos ou burocratizar os processos de atendimento. É preciso criar um ambiente de boa vontade. Porque muitas vezes não há soluções técnicas para problemas tecnológicos. Quando as interfaces não funcionam, voltamos ao face a face. Nessas horas, precisamos de pessoas ajudando pessoas. E há empresas que perdem tanto tempo tentando cumprir seus procedimentos que deixam clientes de carne e osso na mão.

No caso da First Mile, aparentemente não houve metodologia – o que me fez ter que escalar uns andaimes e tetos para fazer outro serviço de internet funcionar. No caso do Bradesco, houve método demais, quase me impedindo de agir. Em ambos, o diferencial para bem ou para o mal foram as pessoas. O que resta é a pergunta: como você (ou seus funcionários) encaram seus clientes no dia-a-dia: como obstáculos ao seu sossego ou como seres humanos, com necessidades parecidas com as suas?

O mesmo se aplica aos equipamentos. O que são? Tralhas eletrônicas ou ferramentas de lidar com gente?

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12/01/2008 - 10:49

Escrevendo por aí

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Algumas coisas que ando publicando no blog de tecnologia do iG e que podem interessar a alguns de vocês:

Yahoo vai ser pioneiro do e-mail 2.0?

Mais sobre a renovação dos e-mails

Nem sempre compensa ser comprado pelo Google

Yahoo lança player de áudio para blogueiros

Ganhe dinheiro recomendando links

De resto, vale muito acompanhar o blog a partir de agora. Rafael Rigues assumiu o posto de editor de tecnologia do iG. As coisas devem ficar bem agitadas por lá. Rigues, que também ajudou a criar o Zumo Blog, trabalhou comigo na PC Mag e é um dos mais dedicados profissionais da área. Pelo jeito, agora vou ter de trabalhar de verdade. :)

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10/01/2008 - 22:38

É possível vencer o cansaço?

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Sou um feliz adepto do método conhecido como powernap – pequenos cochilos que podem recuperar a energia para muitas horas adicionais de trabalho. Como durmo muito pouco, essa prática me mantém firme durante o dia. Só vou descansar quando o corpo pede. E isso acontece, quase sempre, por volta das 12h e depois às 19h. Páro tudo e durmo 20 minutos. Mais que isso causaria torpor e moleza.

O problema é que muita gente leva 20 minutos só para conseguir pegar no sono. E é aí que entram as dicas compiladas por Denise Winterman, da BBC Magazine:

1. Procure se espreguiçar fortemente, tensionando bem os músculos do corpo até que eles comecem a doer. Depois relaxe.

2. Tente apaziguar a mente, desligando-se do trabalho e ouvindo música calma. Se você já tem o costume de manter todas suas idéias e pendências anotadas, fora da memória RAM da sua mente, vai ser mais fácil se desligar do cotidiano. Afinal, você sabe que pode retomar suas tarefas facilmente depois.

O grande problema a respeito desse assunto é que, se você trabalha numa empresa comum, não terá a mínima possibilidade de dormir durante o dia. Nem mesmo nos horários de almoço (se é que você tem isso). Por essas e outras que me tornei freelancer.

Ficar acordado no posto de trabalho não tem nada a ver com ser produtivo. Quando estamos muito cansados, geralmente começamos a nos distrair e a procrastinar. O dia em que os profissionais de recursos humanos perceberem isso, vão começar a surgir espaços no ambiente de trabalho para rápidos descansos.

De qualquer forma, se você estiver na correria e extremamente acabado, sem poder se dar ao luxo do powernap, ajuda muito tentar não lutar demais contra o sono.

Não se entregue a ele, claro. Mas, principalmente, não fique repetindo para si mesmo “estou morto, não consigo manter os olhos abertos”. Com o tempo, você aprenderá a relaxar no meio do cansaço e conseguir algum tempo a mais de energia que nem imaginava que teria.

Quando fazemos retiro, geralmente começamos às 4 da manhã e vamos dormir às 22h ou 23h. E é impressionante ver a energia de alguns dos nossos professores. Parecem nunca se abalar. Já aprenderam a não dar realidade demais ao cansaço, a não torná-lo o assunto central das suas vidas. É que, se você se deixar levar por ele, simplesmente vai sentir-se no meio de uma verdadeira tortura.

Com o tempo, você começa a perceber um certo prazer no estado corporal calmo que o chamado “esgotamento” físico produz. Como dizem alguns textos tradicionais de mestres asiáticos, começamos a sentir prazer na diligência. Para nós, que cultuamos o “descanso” como um paraíso preguiçoso oposto ao purgatório do trabalho, sentir prazer na disciplina é algo que só achamos aceitável em atletas.

Mas é plenamente possível sentir essa empolgação no meio do esgotamento. Você já deve ter sentido essa sensação em festas, quando virou a noite e sempre deu um jeito de conseguir manter o pique. O processo é o mesmo: concentre-se nas suas tarefas, não no cansaço.

Ainda assim, a melhor dica é sempre a mais óbvia: livre-se de vícios e compromissos inúteis, se organize melhor e arranje um tempo para dormir mais.

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