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Arquivo de outubro, 2007

31/10/2007 - 16:31

Trabalhando e sumindo de vez em quando

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sumindo

Não são só as séries de TV que vêm lucrando com a idéia de temporadas. Quer dizer, a de criar coisas que já nascem com uma data mais ou menos certa para morrer. Muitas empresas, em especial as de alimentícios, lançam edições limitadas ou temporárias de seus produtos.

Há uma lógica bem útil nisso. A da expectativa e do descanso: apareça, suma, renove-se, resgate o que deu certo. Esses são alguns dos fatores que ajudaram a sedimentar o sucesso de Lost, 24 Horas, Heroes etc. Durante um certo tempo, os produtores é que trabalham. Depois, são os próprios fãs, praticamente espontaneamente, comentando os episódios antigos ou criando hipóteses sobre os próximos.

É possível aplicar essa lógica a diversos tipos de produtos: blogs, música, livros (a volta do folhetim), vídeos, podcasts etc. Aliás, bandas sempre fazem isso: lançam um disco e atrelam a ele a turnê e o material promocional. Em seguida, entram “em férias”.

Em vez de lançar um programa de rádio, criam-se 10 episódios. Se a idéia pegar, continua-se. É perfeitamente aceitável ficar fora do ar durante meses ou até anos e depois retomar o projeto com um novo conteúdo. Se o produto realmente conseguiu criar uma relação com as pessoas, não será completamente esquecido. Antes, ganhará com algum tempo de sumiço: “aquela época era melhor”, “tal serviço faz falta”.

Temporadas facilitam o planejamento, fazem repensar conceitos e mostram que as coisas têm ciclos naturais de nascimento / morte e renascimentos. Toda captação de recursos e de idéias se renova, além de se criar expectativa. Quando acontece o desgaste natural, tira-se o programa do ar. Depois pode-se voltar atrás.

Para que ser tão linear e ficar preso a um projeto até que ele se torne um peso insuportável?

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30/10/2007 - 16:32

5 péssimos hábitos que a internet pode reforçar

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bug da linguagem

5 vícios bastante antigos que a internet, com sua facilidade de acesso à informação e à publicação de conteúdo, pode ajudar a desenvolver.

5. Competitividade – Em fóruns e comentários, há quem seja tão inseguro que – às vezes até sem perceber – gasta um bom tempo se comparando com outras pessoas, autores e ideologias. Está tão autocentrado e preocupado em provar para si mesmo que é mais inovador ou melhor informado, que se pega procurando obsessivamente algo para criticar. Odeia um escritor mas, em vez de abandoná-lo, todo dia o lê para poder implicar com algo.

4. Covardia – Essa insegurança pode ser tão forte que a pessoa prefere se esconder atrás do anonimato ou de pseudônimos. Mesmo num tipo de ambiente em que a pessoa criticada mal tem como saber a identidade dos leitores.

3. Cegueira ao outro – Os itens acima podem levar a uma espécie de incapacidade de entender mensagens. É como um antispam que filtra e-mails desejados. Mal configurado, interpreta de modo errado os sinais que recebe do conteúdo. Um caso clássico é o do blog sobre política e tecnologia, Dvorak Uncensored, de John C. Dvorak. Ele afirma que, por causa da expressão “sem censura” do título, foi bloqueado pelos filtros de sites suspeitos.

2. Reclamismo – Sabe quando você entra num taxi e o motorista não tem nada a dizer? De repente, começa a reclamar, apenas para quebrar o gelo. Você pode ficar horas criticando de Deus a Dawkins, de Pink a Cérebro, sem convicção. Só tagarelando. Se dentro de um taxi a capacidade de influência desse tipo de conversa é relativamente limitada, na internet, muitas vezes pode criar estragos para pessoas e empresas.

1. Pressa – Escreva logo, poste logo, conte a piada antes de saber o final, quantidade é melhor que qualidade. Muitas vezes, importa mais o sentimento de estar ocupado do que realmente concluir algo. Impacientes, gostamos de achar que muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. Grandes expectativas, segredos não revelados, produtos ficando obsoletos em semanas. Softwares abandonados antes de serem explorados.

Esses são apenas alguns dos bugs da linguagem. Se ela traz inúmeros benefícios para os humanos, tem efeitos colaterais. E geralmente nem nos damos conta do tanto de palavras e idéias que produzimos por dia. É tudo tão natural que parece que não precisamos de responsabilidade. Até que um desses bugs trave o seu próprio sistema.

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29/10/2007 - 16:17

Caindo na Real: pela simplicidade e flexibilidade

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37 Signals

Jason Fried e David Heinemeier Hansson, donos da 37 Signals e autores do manifesto Caindo na Real.

Por falar em Backpack, os criadores do aplicativo também escreveram um livro, chamado Caindo na Real. Foi publicado no ano passado e tem versões gratuitas na internet. É uma espécie de manifesto pela simplicidade e flexibilidade.

O texto vem se tornando influente desde que a empresa dos autores, a 37 Signals, começou a ganhar espaço na mídia. Apesar de ter sido escrito para ajudar a construir programas enxutos e eficientes, consegue se comunicar perfeitamente com os não-programadores:

Nunca há recursos, tempo, pessoas ou dinheiro suficientes. Isso é uma coisa boa. Deixe que as restrições o guiem. Elas incentivam inovação e forçam o foco. No começo da 37signals, tínhamos muitas limitações. Então mantivemos nossos pratos pequenos. Pegávamos grandes tarefas e quebrávamos em pedaços menores que atácavamos um de cada vez. Isso nos forçou a encontrar soluções criativas. Baixamos nosso custo de mudança construindo menos software. Demos às pessoas apenas o suficiente para resolver seus problemas do seu jeito – e então saíamos do caminho. Esqueça investimento externo, longos ciclos de lançamento e resoluções rápidas. Em vez disso, trabalhe com o que você tem.

Nada que já não tenhamos ouvido milhões de vezes. Mas na hora das reuniões decisórias ou de definir projetos, sofremos de amnésia. E não é esse o grande problema da obviedade? Quando não precisamos dela, somos blasé. Quando o cinto aperta, descobrimos que não foi à toa que o óbvio ficou óbvio.

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29/10/2007 - 15:29

Teste agora sua capacidade de concentração

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teste de concentração
O problema é se concentrar na hora errada.

Faz algum tempo que venho falando da importância da concentração. Não só para sermos mais produtivos – afinal, não somos máquinas -, mas para termos uma relação mais saudável com a maluquice do cotidiano. Desta vez, criei um rápido jogo que, na verdade, é um exercício de atenção.

Ouça o áudio a seguir. Sua tarefa é descobrir de onde vem o texto narrado nele. Quem é o autor? Qual é o nome do texto? Mande a resposta por e-mail. Isso não é uma promoção – pelo menos não por enquanto. É apenas um jogo, pelo prazer de participar e desenvolver suas habilidades.

E esse é apenas o nível inciante do desafio. Se você quiser, pode praticar de modos mais avançados. Por exemplo:

1. Tentar transcrever o texto, inclusive com os erros no meio dele.

2. Tentar descobrir quem está tocando as músicas.

3. Escolher uma das músicas e tentar perceber quantos e quais instrumentos existe em cada uma.

4. Perceber como sua mente funciona em relação ao exercício. Se você fica angustiado, excitado, se as músicas o irritam ou atraem. O que acontece na sua mente?

5. Tentar cantar ou imitar apenas uma das músicas de cada vez.

6. Notar se você consegue ter paciência para enfrentar a tarefa. Por quanto tempo? Como funciona seu hábito de distrair-se? De que jeito ele se comporta? Quando é que você perde o foco?

E por aí vai. O exercício pode ser expandido em vários níveis. Quem quiser, pode debatê-lo mais comigo via e-mail ou pela comunidade no Orkut. Vai encarar?


powered by ODEO

Baixe o arquivo.

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29/10/2007 - 14:08

Programa online ajuda a gerenciar o tempo

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cloacking it

Precisando de um gerenciador de tarefas online? Mas não gosta de softwares em inglês, como o Backpack? Nem quer pagar uma grana numa versão mais avançada do Aprex? Tente o Clocking IT.

O nome é um tanto impopular. Parece que vai levá-lo a um daqueles programas complicados e obesos, cheios de funções que você nunca usará – ou pior, nem saberá que existem. Mas o aplicativo é bastante enxuto, rápido e funcional, permitindo administrar o uso do seu tempo em poucos cliques.

Mais que isso, o Clocking IT tem recursos que boa parte dos programas online deixa só para os planos pagos, como chats, wiki, foruns, calendários, históricos, relatórios de clientes e muito mais. Você pode usá-lo para planejar projetos com equipes ou até mesmo para gerenciar a relação com consumidores.

E tudo em português… brasileiro. Curiosamente, os portugueses e africanos ficaram fora dessa.

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27/10/2007 - 16:24

Web desktop: um novo jeito de usar aplicativos online

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Cansado de ter que abrir o navegador e digitar um endereço para acessar aplicativos online, como o Google Docs ou Gmail? O Mozilla Labs quer facilitar sua vida. Seus engenheiros inventaram um jeito de visitar qualquer site a partir de atalhos no desktop.

A ferramenta por trás disso chama-se Prism e é uma versão enxuta do Firefox. Tanto que não tem nem barra de endereços. Mas é bem leve, rápida e entende javascrip, flash, entre outras tecnologias necessárias para conseguir navegar corretamente hoje em dia.

De quebra, a Mozilla inventou uma nova gambiar… quer dizer, conceito, o de web desktop. Quer entender o que é isso e saber como o Prism funciona? Assista ao nosso screencast.

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26/10/2007 - 12:20

Ego: o maior obstáculo dos ambientes de trabalho

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o ego

Qual é o elemento que pode mais atrapalhar a produtividade e as relações num ambiente de trabalho? O Ego. Quase sempre inseguro, cheio de julgamentos e frescuras, procurando estar em evidência, irritado, perdido em tramóias e fantasmas, ele justifica a expressão “meus demônios”. Rádio Magaiver de hoje entrevista esse polêmico personagem.

criado com ODEO

Baixe o programa aqui.
Insira no seu site ou blog

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25/10/2007 - 18:06

Modas da informática podem causar prejuízos

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leopard

O assunto de hoje nos sites sobre tecnologia é o Leopard, nova versão do MAC OS X, sistema operacional da Apple. A data oficial de lançamento é amanhã, 26. Porém, David Pogue, colunista do New York Times, e alguns outros jornalistas já conseguiram versões para testar.

Blogs como o Gizmodo rapidamente criaram tabelões comparando as opiniões publicadas sobre o produto até agora. E amanhã deve haver vários posts no estilo “unpacking”, ou seja, mostrando a experiência de desencaixotar os DVDs.

Engraçado acompanhar essa nova fase do mercado de tecnologia, quando ela deixa de ser um assunto restrito a especialistas e se torna uma espécie de mundo das celebridades. E isso atinge não só os líderes das empresas, como os próprios produtos.

Não é de se estranhar que o hype ocorra principalmente com os produtos da Apple. Estes contam com uma incrível estratégia de marketing boca a boca, que cria expectativas e provoca consumo por impulso, ou pelo desejo de se sentir “de vanguarda”, especial.

De fato, o Leopard parece ser uma das melhores criações recentes das equipes de Steve Jobs. Tudo indica que valerá o investimento. Mesmo assim, é preciso perceber os riscos de comprar produtos de informática só porque eles parecem estar em algum tipo de moda. Um upgrade movido por impulso pode vir a custar bem caro.

Por exemplo, há alguns meses tenho a impressão que cada vez mais gente está abandonando o Windows Vista e voltando para o XP. Nos EUA, pesquisas mostram que empresas têm arcado com prejuízos por fazer upgrades prematuros em antivírus e outros programas.

A informática já faz parte da nossas vidas, a ponto de ter se tornado uma espécie de paixão. Mas, por baixo das modas, ela continua sendo um assunto bastante técnico, digno de cautela. Por isso, vamos com calma. Antes de mudar de sistema, computador ou gadjet, pergunte-se: preciso mesmo disso? Ou será que estou tão preocupado com as novidades que nem me dou o tempo de aprender a usar aquilo que já tenho?

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24/10/2007 - 19:48

Microblogging: você precisa entrar nessa?

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Vocês pediram nos comentários e por e-mail que eu voltasse ao assunto Twitter. Aproveitei para fazer um teste de videocast, falando também do chamado microblogging – um jeito relativamente novo de blogar que está ficando cada vez mais popular na web.

Sites citados no vídeo:
Ma.gnolia
Tumblr
Del.icio.us
Twitter
Jaiku

Update: Mark Hopkins, do Mashable, achou um interessante uso para o Twitter. Em inglês.

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23/10/2007 - 15:32

Flock: o navegador mais sociável da web

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Flock browser

Finalmente o browser mais “sociável” da atualidade está saindo do beta. É o Flock, uma versão do Firefox cheia de oxitocina. Vem com ferramentas para postar em blogs, compartilhar bookmarks, inserir imagens no Flickr, cadastrar e ler RSS, entre outras coisas.

O Flock já circula pela web há mais de um ano. Quando foram lançadas suas primeiras versões de testes, causava certa expectativa. Talvez viesse a ser o grande concorrente do Internet Explorer 6.0. Naquela época, a própria idéia de web 2.0 apenas começava a se popularizar. Hoje já está tão disseminada que o conceito por trás do browser parece trivial.

Mas o produto é realmente prático para quem vive parte da sua vida e relacionamentos via internet. É rápido e sem grandes problemas de compatibilidade. Mas, tal como o também excelente Opera, sofre do velho efeito “é tanta coisa no menu que eu não sei o que comer”. Ainda assim, vale gastar um tempo explorando os recursos e adaptando o programa ao seu tipo de uso.

Se você gosta de testar navegadores, já deve saber que estão disponíveis as versões alfa para os novos Firefox 3.0 (Minefield) e Opera 9.5. Vale lembrar que devem ser experimentados para ajudar a comunidade desenvolvedora a caçar os defeitos. No seu dia-a-dia, é melhor continuar usando versões estáveis.

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22/10/2007 - 16:19

Use o Twitter no Outlook

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Já está viciado no Twitter? O site, no qual você posta textos de até 140 caracteres, via web ou celular, se tornou uma espécie de moda entre os blogueiros mais hardcore e até revistas, TVs e sites dos EUA e Europa. Natural que agora surjam ferramentas como o OutTwitt, que permite ler os posts dos seus contatos no Outlook. Gostou da idéia? Baixe o programa aqui.

Via Download Squad.

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22/10/2007 - 15:28

Trabalhando como loucos

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office colar

O site Scary Ideas publicou essa estranha maneira de melhorar a produtividade no trabalho. Lembra um pouco aquelas freiras européias. Espero que ninguém leve a sério.

office colar

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22/10/2007 - 14:47

Você consegue se concentrar?

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Garry Kasparov, o mago da concentração, que enfrentou várias vezes o computador Deep Blue no jogo de xadrez.

Ao contrário do que se diz, não acho que vivemos num mundo rápido demais, com excesso de informação. Certamente há um maior consumo de conceitos, textos e imagens, produzidos e vendidos a cada segundo. Mas o problema não é exatamente a quantidade e a velocidade deles.

Se você se sentar sozinho numa montanha isolada, perceberá outra espécie de balbúrdia: sons de pássaros, animais, formigas mordendo seus pés, mosquitos, vento etc. Lembro-me de um documentário sobre a Amazônia cujas imagens pareciam ter um permanente chuvisco. Não era um problema técnico e sim insetos passando pela lente da câmera. Milhares por segundo.

Durante a Evolução, o cérebro criou jeitos bastante eficientes de lidar com isso: a concentração e a percepção seletiva. Sempre houve “excesso” de informação, mas, de modo geral, somos capazes de ignorar o que é secundário e dar atenção consciente só ao que interessa no momento. Falei um pouco sobre isso num Rádio Magaiver.

Então por que parece que estamos tão perdidos e sobrecarregados com a informação?

Outras culturas em outras épocas pensaram coisas parecidas. Tanto que há registros de exercícios de concentração datados de mais de 3 mil anos. De alguma forma, um eremita na Índia há mil anos antes de Cristo também poderia se considerar desatento, sobrecarregado, infeliz. E dedicava várias horas do dia para se “curar” disso.

É claro que há muitas distinções históricas a se fazer aqui. Mas o principal é entender que a idéia de que precisamos simplificar a vida não é nova. Nem fácil de implementar.

Por isso não podemos assumí-la de um modo ingênuo. Não adianta tentar se isolar dos problemas. Você ainda terá que dar conta de uma quantidade absurda de tarefas. Podemos nos focar no essencial. Mas isso não é o suficiente.

Tal como o nosso ancestral indiano, vamos precisar ensinar nossos corpos e mentes a ser mais flexíveis e ter mais tranquilidade frente aos problemas. E isso só se consegue treinando a concentração, que é um passo básico para outros mais elevados.

Às vezes parece que o cérebro não nos obedece, que não pára de pular de lá para cá, sem destino. Isso não é criatividade. Pelo contrário, é rigidez. De que adianta ter novas idéias se não conseguimos usá-las, porque nos falta o básico, o autocontrole?

A boa notícia é que há inúmeras técnicas de treinamento da concentração: de certos tipos de meditação a até videogames e jogos.

Pretendo fazer um vídeo sobre isso e postar aqui. Mas se você lê em inglês e quer ir começando a treinar, siga estes exercícios.

A fórmula é simples:

1. Concentração é um exercício como qualquer outro. Quanto mais fizer, melhor será o seu “desempenho”.

2. No início, não importa tanto permanecer concentrado, mas sim ser capaz de voltar rapidamente ao foco quando ele escapar.

3. Seja regular, faça exercícios todos os dias.

4. Não se cobre demais. Geralmente o processo é lento mesmo.

Não adianta querer desligar o mundo. Você é que precisa saber se conectar a ele quando achar que deve.

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19/10/2007 - 16:43

O que David Lynch tem a ver com produtividade pessoal?

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Magaiver na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. E falando sobre o filme de David Lynch, Império dos Sonhos. No que ele pode ajudar a entender seu cotidiano?
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Baixe o podcast aqui.

Garotos saem pelas ruas e dão de cara com o diretor David Lynch… e uma vaca.

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18/10/2007 - 16:25

Software para pegar no pé de colaboradores

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Se tem algo que eu detesto, é cobrar pessoas. Prefiro fazer tudo sozinho. É um tanto radical e burro, eu sei, mas aprender a delegar, confiar nos outros e gerenciá-los é um dos grandes desafios que enfrento diariamente. Se tenho que pedir duas vezes a mesma coisa, já tendo a desconfiar da competência do parceiro e a romper a relação.

Mas agora achei um software que promete facilitar a vida de gente turrona como eu, o Monkey on Your Back. Você se cadastra, cria uma lista de tarefas, prazos, equipes e depois pode definir datas, freqüências e horários para mandar lembretes por e-mail aos seus colaboradores: “pague-me ou mando o Capitão Nascimento aí”.

É evidente que quando enfrentamos gente muito enrolada ou de má-vontade, os e-mails geralmente não são bons sistemas de cobrança. É preciso encontrar pessoalmente as pessoas ou, no mínimo, falar ao telefone. Mas supondo que você não seja agiota e nem da Família Soprano, o Monkey é bem útil por ser simples e direto. Não se propõe a substituir os gerenciadores de projetos, apenas dispara lembretes.

Para enviá-los para si mesmo ou organizar a comunicação com grupos regulares de colaboradores, os principais pacotes de escritório já são bem eficientes, como o velho e um tanto confuso Outlook, além do Lotus Notes – que acabou de ser completamente reformulado pela IBM e promete se tornar o melhor programa na área. Sem esquecer dos aplicativos online, como a Agenda do Google (que envia até SMS) e o Backpack, da hypada 37 Signals.

Se nenhum dos métodos funcionar para você, não venha com cobranças.

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17/10/2007 - 16:45

10 idéias para combater o excesso de distrações

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O que é essa força misteriosa que faz com que a todo momento tenhamos necessidade de nos desviarmos daquilo que precisamos fazer? Ela poderia ganhar inúmeros nomes, mas o mais simples e claro é “distração”. Quais são suas características principais?

1. Ela é flexível e mutante. Utiliza qualquer coisa ou sentimento para desviá-lo das suas tarefas. Você pode se distrair pensando que está ocupado demais, planejando excessivamente, tendo raiva dos outros e das situações, se levantando para ir ao banheiro, sentindo dores no corpo, assistindo TV, navegando na internet e etc.

2. É rápida. Geralmente, se adianta a qualquer estratégia elaborada para combatê-la. O único jeito de enfrentá-la é ser gentil, mas rápido como ela. Percebeu que está se distraindo? Volte ao que estava fazendo. Não pense demais. Não se irrite. Não se culpe. Quanto mais você repetir esse processo, mais fácil será voltar ao que precisa fazer.

3. Produz prazer. Traz alívio a uma situação que você julga ruim. Ou a qual você se esforçou muito para tornar péssima, dizendo a si mesmo, várias vezes, “isso é um saco, não quero fazer, vão aparecer inúmeros problemas”. O que também é distração (vide item 8).

4. Funciona em rede. Um assunto leva a outro, que inspira mais alguns e assim por diante. A ponto de não conseguirmos perceber onde foi que tudo começou.

5. É autodestrutiva. Se você é muito viciado em distrações, logo percebe que precisa de maiores quantidades dela, de formas variadas e com vários sabores. A distração de hoje pode ser o tédio de amanhã.

6. Produz cansaço. Se você é responsável, mas perde tempo com distrações, geralmente acaba sentindo-se culpado. Essa intensa atividade mental pode cansar mais do que fazer efetivamente o trabalho.

7. É epidêmica. Um enrolador profissional geralmente acaba distraindo outras pessoas. Seja falando demais, ou criando um ambiente de reclamação que desestimula os colegas.

8. Vive das palavras. Quanto mais autojustificações e tagarelismos mentais, mais facilmente perdemos tempo, nos complicamos e caímos no item 4.

9. Faz com que trabalhemos mais. Você pode perder tanto tempo se distraindo que precisa ficar mais horas trabalhando para dar conta das tarefas. Assim, você perde as horas em que poderia se divertir sem culpa ou preocupações.

10. Não é necessáriamente uma vilã. É um processo natural da mente. Você não precisa se preocupar demais. Não tente ignorá-la. Só não se fixe nela. Aos poucos cada um de nós aprende melhor quando a distração ajuda a relaxar, revigorar e quando atrapalha e cria paranóia.

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16/10/2007 - 20:20

Você será interrompido nos próximos minutos

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Uma pesquisa de 2005, feita em empresas de tecnologia da costa oeste dos EUA e publicada pelo The New York Times apurou que, em média, os funcionários dedicavam apenas 11 minutos a uma única tarefa antes que fossem interrompidos. Depois, demoravam cerca de 25 minutos para voltar a ela, no ponto em que pararam. Faça as contas: algo que você faria em uma hora (se pudesse e conseguisse realmente se concentrar), no modelo das constantes interrupções, leva cerca de duas horas e meia para ser concluído.

Se nos últimos anos, criamos várias ferramentas que aumentaram a produtividade no trabalho (e-mails, celulares, Blackberries, software, hardware), estas causaram um efeito colateral: o aumento da fragmentação da atenção. É como usar muitos softwares ao mesmo tempo num computador: por mais memória RAM que você tenha, o desempenho tende a cair, as tarefas ficam mais lentas e, claro, o sistema pode travar.

O mundo da multitarefa

A popularização dos sistemas operacionais multitarefa aconteceu nos anos 90, trazendo grandes mudanças para o modo como trabalhamos e nos comportamos. Hoje, a idéia de fazer várias coisas ao mesmo tempo já está tão arraigada que precisamos de dois processadores – ou mais – trabalhando simultaneamente. Isso para que possamos iniciar outras tarefas paralelas, enquanto tentamos concluir as anteriores.

Até mesmo os monitores cresceram para dar conta do recado. Gloria Mark e Mary Czewinski, duas pesquisadoras que trabalharam para Apple e Microsoft, descobriram que, em telas maiores que 15 polegadas, a produtividade de um usuário pode aumentar em até 10%. Segundo o World Wide Web Consortium, em janeiro de 2006, 57% das pessoas que navegam na internet já usavam resoluções de 1024 x 768 pixels – bem mais espaçosas do que o padrão vigente por anos, o 800 x 600. Do contrário, como você poderia enxergar os 239 links que estão só na capa do site do NYT (sem contar a publicidade)?

Haja espaço.

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15/10/2007 - 13:15

Uns tem o sexo tântrico, outros o corporativo

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“Você fica tão sensual com esse modelo K48JX-766-30L…”

” ‘É normal’, perguntou uma das minhas pacientes com toda a sinceridade, ‘meu marido deixar o celular ao nosso lado quando fazemos amor?’. No momento em que essa mulher disse que não estava certa se o comportamento do marido era inaceitável, ou louco, tive certeza de que tínhamos criado um novo mundo. Se receber e enviar mensagens pode ser tão importante que nada pode atrapalhar, nem mesmo fazer amor, e se um parceiro íntimo pode duvidar se tem direito de se aborrecer com a intrusão do celular no seu quarto, vejo que o mundo novo enlouqueceu com esse vício de mensagens”.

O texto acima está em Sem Tempo Para Nada, de Edward M. Hallowell, neurologista especialista em Transtornos de Atenção. Impossível deixar de lembrar dos nextéricos. Quer dizer, pessoas que ficam praticamente 24 horas por dia ligadas a um Nextel, um desses celulares que fazem comunicação interna em empresas. Na verdade, veio imediatamente à mente o som característico emitido por esses telefones.

Conversar com um nextérico é quase como assistir TV: o assunto está fluindo e de repente *blip*, vamos aos comerciais. Você arranja uma garota na firma e quando a coisa esquenta, *blip*, tem que rebobinar-se. É como ver vídeos na internet, no formato Real ou Windows Media: enquanto um dos parceiros atende ao chamado, você fica ali, buffering. Mais um pouco. Buffering. Uns têm o sexo tântrico, outros o corporativo.

Mesmo que você esteja fora da empresa e o expediente tenha terminado, o trabalho está cada vez mais onipresente. Como lidar com isso? Estabelecendo limites e comunicando-os com clareza. Das chamadas que recebe por dia, quantas são realmente necessárias? Quantas vezes você está realmente trabalhando? Quantas atende apenas para parecer que está sempre disponível ou que é eficiente? Você acostuma as pessoas a dependerem de você o tempo todo? Tira delas a oportunidade de aprender? Ou tem medo de ser considerado dispensável?

Que preço paga por isso?

—–
Baixe um trecho de Sem Tempo Para Nada.

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11/10/2007 - 19:46

8 sites para ir além do YouTube

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A equipe do YouTube admitiu que vai veicular anúncios nos vídeos. Um post no blog da firma faz todo um arrazoado a respeito de ecossistemas e simbiose para explicar que o site se filiou a um novo projeto do Google AdSense, chamado video units. Ou seja, rápidos comerciais que serão exibidos apenas se você clicar neles. Em tese, serão relevantes para o conteúdo do seu site.

Quer dizer que a partir de agora qualquer vídeo terá propagandas? Não. Só quando ele estiver no seu player personalizado. Como assim? Para aqueles que criaram uma conta e uma página gratuita no YouTube, o site permite (já há algum tempo) alterar cores e tamanho do player. Os usuários desse serviço é que veicularão os comerciais.

Muita gente não gostou da idéia. Se você faz parte do grupo, seguem 5 alternativas ao YouTube:

1. Brightcove – Vem se destacando por fazer parcerias com grandes empresas de mídia nos EUA. Oferece um player bastante personalizável. O vizinho Tiago Dória falou mais sobre o assunto recentemente.

2. MSN Vídeo Beta – É o YouTube da Microsoft. Nos meus testes, os vídeos mostravam melhor qualidade de imagem que os dos concorrentes. A má notícia é que já há anúncios em pop-up ao lado do player. Mas só no site oficial.

3. Blip.tv – O mais lento de todos. Mas a organização dos canais é bem limpa e funcional.

4. Metacafe – O hypado site Digg tem um canal lá. Mas os testes mostraram que o serviço é um tanto lento, além de ter uma navegação confusa.

5. GoFish – Player um tanto espalhafatoso (mas eficiente). O site em si é mais voltado para o público jovem, fãs de animes, games etc. Se você trabalha com isso, pode ser uma boa escolha.

6. Veoh – Bom e enxuto player. O site se concentra em reproduzir episódios de seriados norte-americanos.

7. Revver – Oferece meios de monetizar seus vídeos. Ou seja: quanto mais gente assistí-los e compartilhá-los, mais dinheiro você pode ganhar.

8. JW – Quer fazer o seu player e hospedar você mesmo os vídeos? Tente este player, de código aberto e uso livre para sites não comerciais.

Mais dicas em inglês.

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11/10/2007 - 12:06

Quando os computadores morrem

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O que acontece com os computadores obsoletos? Nos EUA e Japão, de modo geral, são jogados no lixo. Parte deles é enviada para a China e incinerada, causando vários tipos de prejuízos ambientais. A Good Magazine, revista norte-americana especializada em sustentabilidade, fez o vídeo acima, que mostra como isso acontece.

O assunto vem sendo discutido por governos e ONGs em vários pontos da América Latina e os projetos de reciclagem de micros no Brasil não param de surgir (como em Porto Alegre, entre outros). Nos EUA, já faz alguns anos que a fabricante Dell paga para quem entregar seu micro velho. Aqui ela é parceira da Fundação Pensamento Digital, que recebe doações de computadores para projetos de inclusão.

Se vira
Mais dados sobre o impacto causado pelos computadores velhos.
Revista Good no YouTube.

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