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24/09/2007 - 13:53

Qual é a melhor hora para comprar produtos de informática?

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Recentemente a Apple deu um dos maiores tiros no pé da sua história: baixou o preço do recém-lançado iPhone. Se você costuma acompanhar o noticiário de tecnologia, deve saber que Steve Jobs teve até de escrever uma carta dizendo que “informática é assim mesmo”, além de dar um desconto em produtos para os seus fãs mais ansiosos, que fizeram fila para comprar o telefone logo no primeiro dia.

Muitos dos que estavam se achando o máximo da modernidade agora sentem-se trouxas. Tanto que começa um tímido movimento de desconfiança em relação às políticas de preços e lançamentos da Apple. Um dos colunistas do site CNET escreveu sobre o novo consumismo geek (em inglês). Muitas pessoas recorrem a especialistas para saber se é a melhor hora para comprar um produto. E o curioso é que elas já têm a resposta: querem comprar, mesmo que sem necessidade. Apenas precisam de uma opinião que as deixe menos culpadas e, talvez, ajude a prevenir a impressão de “fui passado para trás” um mês depois.

É de se esperar que pessoas que têm poucos conhecimentos de tecnologia caiam nessa febre por aparelhos eletrônicos e desperdicem dinheiro. Afinal, de modo geral, elas só têm a referência do marketing – seja o oficial ou o viral. Mas é estranho ver que até mesmo os geeks, que suspostamente são pesquisadores de tecnologia, se deixem levar pela busca da novidade sem espírito crítico.

A impressão é que muitos blogs e sites especializados estão deslumbrados, filmando, tirando fotos etc. dos processos de “tirar da caixa” e de mostrar o produto novo antes. Pior, não toleram mais uma notícia que tenha uma semana de idade. Ou seja: a análise, o teste, o tempo para pensar, ficam comprometidos. E os próprios analistas viram reféns do marketing corporativo, das empresas que lançam boatos para criar expectativas.

Steve Jobs acabou por fazer um bom favor ao consumidor de tecnologia: fez lembrar que é melhor esperar para comprar. Ou seja: ler boas resenhas, analisar a real necessidade de um produto e, principalmente, deixar a moda passar. Já que o hype de hoje geralmente é o tédio de amanhã.

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