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20/09/2007 - 18:59

5 coisas que pouco se fala sobre o tédio

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Quantas vezes nesta semana você já se sentiu entediado? Muitas? Você seria capaz de responder às perguntas abaixo?

1. Como seu corpo se comportou no momento do tédio?
2. O que você dizia para si mesmo? Descreva claramente, tentando ser o mais específico possível.
3. Quanto tempo, exatamente, o tédio durou?
4. O que você fez para passar esse sentimento?

Poucas pessoas conseguem responder claramente às perguntas 1, 2 e 3. Por um motivo simples: geralmente, não experimentamos o tédio completamente. Ele não tem um sabor próprio. O que sentimos é algo diferente: ansiedade e vontade de nos ocuparmos com algo. É uma urgência em fazer, pensar, preencher espaços. Fugir de algo que nem sabemos exatamente o que é. Assim, as 5 coisas que pouco se fala sobre o tédio são:

1. Tédio é uma espécie de mal contato. Geralmente surge quando rejeitamos ou não prestamos atenção no que fazemos ou temos que fazer. Nasce de uma apreensão preconceituosa ou incompleta do cotidiano. Quantas vezes você já pensou “não quero fazer tal coisa porque é um saco” e quando efetivamente pôs a mão na massa, viu que não era tão ruim assim? É óbvio que há muitas tarefas desagradáveis. Mas elas ficam potencialmente piores na medida em que queremos estar em outro lugar, fazendo outras coisas. E não podemos.

2. Você pode se entediar passivamente. Ou seja: produzir um estado de sonolência e aceitação dispersiva. Tudo para tentar se afastar da realidade.

3. Ou ativamente. Revolta, rejeição, busca incessante por distrações ou coisas “melhores”. Tudo isso pode trazer prazeres temporários. Às vezes até boas mudanças. Mas, de modo geral, só nos desconcentram. E assim ajudam a piorar a situação.

4. Obviamente, a ocupação por si só não assegura satisfação. Mas, correndo o risco de ser simplista, é possível dizer que desde a Modernidade valorizamos o “ter algo pra fazer”. E, claro, a agitação, o desespero pelo mais e melhor – de acordo com a moda que estiver em vigor. Porém, se você já viveu mais de 2 anos, deve ter percebido que às vezes é melhor ficar quieto. Ou seja: não há uma regra clara. De antemão, não há como glorificar nem condenar as mudanças. Muito menos a “passividade”.

5. Se você encarar o tédio, ele vai desaparecer. Tente por si mesmo. Da próxima vez que sentir-se entediado, tente responder às perguntas do início do texto. Depois me conte o que aconteceu.

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