Publicidade

Publicidade
12/09/2007 - 17:03

MIT quer criar um detector de bagunça

Compartilhe: Twitter

Você é bagunçado? Mas o quanto, exatamente? Não sabe? Ruth Rosenholtz, do departamento de Cérebro e Ciências Cognitivas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) quer ajudá-lo a descobrir. Ela está trabalhando num projeto que visa criar uma espécie de detector de bagunça visual. A notícia foi divulgada em 02/09 no site da revista PC World.

A atual fase do trabalho é definir clara e universalmente o que é bagunça. Como medir algo tão subjetivo? Rosenholtz e equipe trabalham a partir de testes com imagens e mapas, que são apresentados para voluntários. Depois colhem depoimentos, levando em conta dados como quantidade de informações num mesmo espaço, cores, nitidez, entre outros fatores. O artigo completo da pesquisadora, em inglês, pode ser lido aqui.

No texto, a pesquisadora diz que “bagunça é um estado em que o excesso de itens, ou da representação e organização deles, degrada a performance para executar uma tarefa. Isso pode causar um sentimento de superlotação, sobrecarga, mascaramento, torna mais difícil reconhecer objetos (…). Pode inclusive atrapalhar a memória de curto prazo. No caso desta, importa não só a quantidade de objetos que o distraem do seu foco, mas também suas cores, orientações etc.).”

Nada que você já não saiba intuitivamente. Mas a pesquisa é interessante por tentar medir e definir toda essa bagunça conceitual. Se a equipe do MIT estiver certa, em pouco tempo vai ser possível determinar que você é 10% mais desorganizado do que seu colega de trabalho – informação utilíssima para nazis do RH. Ou, sendo um pouco mais otimista, você vai poder saber qual é exatamente o melhor jeito de botar ordem na mesa. Ou seja: que cores eliminar, quais as melhores formas de espaços para escritórios. Seria um Feng Shui pra acadêmicos?

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Ver todas as notas

1 comentário para “MIT quer criar um detector de bagunça”

  1. joab disse:

    o artigo dos pesquisadores do mit já está fazendo parte da bagunça sobre a minha mesa e, em breve, estará no sítio arqueológico lá de casa. obrigado! mas bom mesmo era o barão do rio branco, que, segundo o elio gaspari, “empilhava papéis, mapas, maços de cigarros e jornais. quando a mesa não aguentava mais entulho, mandava vir outra, chamava o caos de “mar morto” e proibia que se mexesse na papelada. a sala de sua casa de petrópolis ficou imprestável porque as pilhas de papéis vedaram o acesso às janelas”. um abraço!

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo